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Transformação da paisagem e novos ecossistemas de jaqueira na Floresta da Tijuca: distribuição espacial, estrutura e produtividade
João Caldas


A floresta presente no Maciço da Tijuca é resultado de uma longa relação entre uma sociedade (neo)colonial desigual e multicultural com o seu meio físico-ecológico em que estava situada, guardando vestígios físicos sob a copa de suas árvores, como antigas carvoarias e ruínas. Além disso, a ação humana também se perpetua na estrutura, composição e funcionalidade dos ecossistemas florestais, principalmente a partir da presença de espécies exóticas, como a jaqueira (Artocarpus heterophyllus Lam.).
Apesar de prestar uma série de serviços ecossistêmicos, a jaqueira continua sendo mal vista pela comunidade ambientalista, e seu possível aproveitamento acaba dando lugar a um manejo ineficiente e desordenado. O Parque Nacional da Tijuca – situado no Maciço da Tijuca – é um exemplo disso, onde o plano de erradicação desta espécie não tem gerado resultados satisfatórios. Pautado no anelamento e morte de indivíduos adultos de jaqueira, o manejo no PNT não tem tido real impacto em suas populações, muito por conta da intensa produtividade de frutos e sementes que a espécie apresenta. Como alternativa, a coleta de frutos poderia ser uma opção mais eficaz de manejo da espécie, já que haveria uma redução na produção de novas mudas.
A presente pesquisa tem como objetivo geral realizar a caracterização socioecológica dos novos ecossistemas de jaqueira, bem como avaliar a sua produtividade de frutos no Maciço da Tijuca. Apresenta ainda como objetivos específicos:
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identificar e mapear os indivíduos e populações de jaqueira;
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analisar a estrutura e composição dos novos ecossistemas de jaqueira;
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estimar a produtividade média de frutos dos novos ecossistemas de jaqueira.
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